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1.5.11

DENTES E CORAÇÃO

DENTES E CORAÇÃO

Profilaxia da endocardite bacteriana 

DIRETRIZES DE MANEJO DE PACIENTES COM DOENÇA VALVAR OU CARDIOPATIA COM ALTERAÇÃO ANATÔMICA

Endocardite é uma doença séria associada a mortalidade significante.
Com administração de antibióticos antes de procedimentos em que bacteremia é esperada, diversas publicações suportam redução de risco
ENDOCARDITE BACTERIANA

Incidência 4.2 por 100,000 pacientes/ano

Prolapso mitral 52 por 100,000 pessoas/ano

Abuso de drogas 2 a 5 % por paciente/ano

Prótese valvar 1.4 a 3.1% aos 12 meses, 4.1 a 5.4% aos 4 anos, 3.2 a 5.7% aos 5 anos

PROCEDIMENTOS DENTÁRIOS EM QUE A PROFILAXIA DA ENDOCARDITE É RECOMENDADA NOS PORTADORES DE ALTERAÇÃO ANATÔMICA DO CORAÇÃO

Extrações dentárias
Procedimentos periodontais incluindo cirurgia, raspagem, testes e manutenção.
Colocação de implantes e reimplantes de dentes avulcionados.
Tratamentos endodônticos, instrumentação ou cirurgia apicais.
Colocação subgengival de fibras ou tiras antibióticas.
Colocação inicial de bandas (mas não brackets)
Injeções locais anestésicas intraligamentares
Limpeza de dentes ou implantes, onde a mobilidade está prevista

PROFILAXIA DE ENDOCARDITE DESNECESSÁRIA

Restaurações (dentística e protética) com ou sem fio retrator
Injeções de anestesia local (não intraligamentar)
Tratamentos endodônticos (colocação de pinos e núcleos)
Colocação de dique de borracha
Remoção de sutura pós-operatória
Colocação e remoção próteses ou aparelhos ortodônticos
Tomadas de impressões
Radiografias intraorais
Ajuste de aparelhos ortodônticos
Tratamentos de fluor
Selamento de dentes temporários

PROFILAXIA

A profilaxia é feita com a administração de antibióticos sob orientação de profissional da saúde.

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17.4.11

ZIGOMA - FRATURA DE ÓRBITA


ZIGOMA - FRATURA DE ÓRBITA
O osso zigomático (malar), ou maçã do rosto, é um dos sete ossos que constituem a cavidade orbitária, onde se assentam os globos oculares.

1.Ossos constituintes da cavidade orbitária

Por ser um osso proeminente em relação à face, com bastante frequência é afetado nos traumatismos de face, com fraturas demandando muitas vezes procedimentos cirúrgicos em nível hospitalar para o reparo da região.
Divide-se em vários pilares, que se comunicam com a própria órbita, com o seio maxilar e com o osso temporal, sendo a sua anatomia bastante complexa e de difícil reparo quando fraturado. Esportistas profissionais de alto impacto com freqüência se envolvem em acidentes resultando no acometimento deste osso.
Os sinais clássicos da fratura do osso zigomático são os mesmos de qualquer fratura de órbita: edema (inchaço), hematoma, equimose subconjuntival (olhos vermelhos), parestesia na região do trauma (sensibilidade alterada) e diplopia (visão dupla). Os sinais adicionais e específicos são o afundamento da maçã do rosto, dificuldade de abertura bucal (pela interferência do osso fraturado com o osso mandibular) e crepitação durante a manipulação.

2.Sinais clássicos de fratura zigomática

O diagnóstico se baseia no exame clínico, em que devem ser levadas em consideração a força, a velocidade e a direção do trauma, e os exames por imagem com a radiografia de seios da face e a tomografia computadorizada. Importante ressaltar que a avaliação oftalmológica é necessária sempre que exista a possibilidade de lesão aos globos oculares.
Dependendo do nível de deslocamento do osso ou do grau de comprometimento funcional, o cirurgião bucomaxilofacial decide a necessidade ou não de tratamento cirúrgico. O tratamento baseia-se na fixação das fraturas através de placas e parafusos de titânios, através de incisões seguindo as linhas de expressão e que não deixam cicatrizes aparentes.
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TUMORES ODONTOGÊNICOS: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

TUMORES ODONTOGÊNICOS: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

Os tumores odontogênicos, também chamados de mixomas ou neoplasias bucais são lesões derivadas dos remanescentes celulares que se originam durante a formação e erupcionamento (“nascimento”) dentários, não devendo ser confundidos com neoplasias malignas, do tipo câncer. Como tem relação com os dentes, são encontrados, exclusivamente, na mandíbula ou no maxilar superior (maxila) e devem ser considerados no diagnóstico diferencial de lesões envolvendo estes locais.

A causa do desenvolvimento destas lesões ainda permanece desconhecida. Clinicamente, os tumores odontogênicos, quase sempre, não se apresentam doloridos, razão pela qual existe uma demora do paciente em procurar o especialista, neste caso, o cirurgião-dentista, quem normalmente primeiro tem acesso à lesão. Podem causar ainda expansão dos ossos maxilares, movimentação e reabsorção das raízes dentárias e perda óssea importante, muitas vezes causando fraturas inesperadas e indesejadas.

O conhecimento das características clínicas dos variados tumores odontogênicos é extremamente importante no diagnóstico e tratamento precoces destas lesões. Como ocorre nas neoplasias em outros locais do corpo, os tumores odontogênicos se assemelham, ao microscópio, aos tecidos e células de origem. Podem aproximar-se dos tecidos moles do esmalte ou da polpa dentária, geralmente contendo elementos mineralizados (calcificados) destas estruturas.

Muitos esquemas de classificação têm sido apresentados para este grupo complexo de lesões, sendo comum a todos a divisão em: epiteliais, mesenquimais e mistos.

Características Clínicas e Radiográficas dos tumores odontogêncios ou mixoma odontogênico. O mixoma odontogênico é um tumor odontogênico classificado como mesenquimal, derivado do ligamento periodontal ou polpa dentária. Aparece geralmente em adultos, podendo ocorrer também em jovens. Encontra-se tanto na maxila como na mandíbula e não apresenta preferência por sexo. Embora não seja tumor maligno, é de potencial extremamente recidivante, ou seja, mesmo com a sua remoção é passível que se forme novamente.. A explicação encontrada para isso é que, como não existe uma “cápsula” envolvendo o tumor, a sua remoção total é geralmente incerta. Pode apresentar grande volume de expansão dentro da boca, causando males muitas vezes irreversível, como movimentações dentárias e expansão de ossos adjacentes. Motivo pelo qual é importante o diagnóstico precoce, o que só pode ser feito pelo cirurgião-dentista, que observa sinais indicativos como pequenas assimetrias, posição dos dentes e outros detalhes. O paciente só percebe quando o tumor toma grandes dimensões, pois ele é indolor, normalmente não sangra e evolui lentamente.

Aspecto dentro da boca de fácil observação quando atinge tamanho grande.
Aspecto externo, provocando assimetria facial quando o tumor é grande.
Quando apresenta algum sinal e é investigado radiograficamente, o tumor aparece como imagem escura, bem caracterizada.
Aspecto radiográfico de tumor grande em que movimentou os dentes da região afetada.

TRATAMENTO

A remoção cirúrgica é o tratamento de escolha. Devido a consistência frequentemente amolecida e gelatinosa, a curetagem pode resultar em remoção incompleta. A ausência de uma “cápsula” envolvendo a lesão também colabora para as recidivas, como citado anteriormente, principalmente se a remoção cirúrgica for muito conservadora, razão pela qual o diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar grandes mutilações,

Apesar de essas lesões serem extremante agressivas e possuírem alto grau de recidivas, o prognóstico é bom.






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Tomar Remédios: Um Ato que Requer Responsabilidade


Tomar Remédios: Um Ato que Requer Responsabilidade

Em muitas situações, os profissionais de saúde lançam mão de auxiliares medicamentosos importantes para trazer conforto aos seus clientes. Na área de Odontologia os medicamentos mais receitados são os analgésicos, antiinflamatórios e antibióticos. Sabemos que as doenças mais comuns que atingem esta região são de origem geralmente inflamatórias ou infecciosas. A evolução das técnicas mais apuradas, devido a descoberta de novas bactérias, vírus, fungos, tem obrigado a medicina ao uso de novos remédios, com custos elevados de pesquisa e pelas complexidades químicas, no geral, causam mais contra indicações nos seus usos. Isto significa que, ao necessitarmos de um medicamento temos que ser mais responsáveis quanto ao uso, principalmente os antibióticos. Devemos evitar as medicações indicadas pelos amigos, leigos, pois geralmente serviram em uma condição e certamente não serão efetivas no geral.
Tomar medicamento deve ser sempre no sentido de combate a uma doença, obedecendo regras, como a dose, tempo ou intervalos e duração até debelar o quadro. Ao tomarmos um analgésico, passado um tempo e não obtivermos resposta, duas situações estão acontecendo, ou o analgésico é contra indicado para a doença ou a dose está baixa. Não adianta encher-se de comprimidos, pois outras conseqüências certamente aparecerão.
Com os antiinflamatórios, a situação é a mesma já descrita, com ações secundárias mais graves pela complexidade dos medicamentos. Com antibióticos, o compromisso é mais sério, pois a resistência bacteriana é uma realidade dura e pode levar, em alguns casos, até a morte, do indivíduo. Quem esta usando antibiótico deve cuidar a dose, o tempo ou intervalo e principalmente a duração total do uso. É muito comum ouvirmos, após tomada de algumas cápsulas e como o quadro melhorou, ocorre a decisão de parar, isto provoca a resistência dos micróbios patogênicos. A sucessão destes quadros resultarão em prejuízos futuros graves. Concluindo: o ato de medicar-se requer responsabilidade!

ESTÁ CERTO AUTO MEDICAR-SE?

A necessidade de medicar-se é um sinal de que existe doença e que o organismo não conseguiu superar a patologia. Nas ações técnicas em Endodontia o uso de medicamentos tem aplicação muito especifica em relação aos estados local e geral do paciente. A experiência clínica tem demonstrado que a melhor conduta é o ato cirúrgico do profissional, que resolve e alivia o sofrimento, porém existem fases do tratamento em que devemos usar medicamento como complemento auxiliar. Cabe aos profissionais fazerem o diagnóstico, planejarem a rotina do atendimento, seja ela medicamentosa ou cirúrgica. A auto-medicação ou o seu uso por recomendação, geralmente resultam em gasto sem recompensa, e mais ainda, podemos nos intoxicar ao receber uma droga sem efetividade.
Tomar medicamento, principalmente os antibióticos, requer conhecimento do que estamos combatendo, ou seja, que tipo bacteriano é o causador, qual a dose para o quadro existente. Enfim, é consagrado o conhecimento de que um medicamento mal indicado causa problemas como o de não debelar o quadro atua! e deixar o paciente sensível para o futuro.
A dose indicada é fator importante na administração de qualquer medicamento. Medicamento é uma forma que os profissionais de saúde usam para auxiliar na solução de uma patologia. A auto medicação é condenada porque geralmente é inócua, promove gastos, podendo gerar hipersensibilidades indesejáveis. 

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TERMINOLOGIA PACIENTES ESPECIAIS

TERMINOLOGIA PACIENTES ESPECIAIS

A terminologia “pacientes com necessidades especiais (PNE)” vem substituindo os já tão conhecidos e utilizados termos “portadores de deficiência” e excepcionais. Vem sendo evitada também a palavra portadores. A definição de pacientes especiais já está formulada de comum acordo entre as associações de diversos países como a IADH (International Association of Dentirtry for the Handicapped) . O objetivo é a desmistificação de que estas pessoas apresentam deficiência como sinônimo de incapacidade de participação e integração na comunidade como um todo. Serve de alerta para que a sociedade respeite suas limitações e de que elas apresentam necessidades especiais diferenciadas, mas são capazes de oferecer sua parcela a sociedade da qual participam.

Segundo Fourniol (1998), a visão do excepcional foi fixada em indivíduos com deficiência mental e paralisia cerebral, associada ou não a outras deficiências. O termo excepcional continua com raízes fortes, porque exprime a idéia de que alguém necessita de ajuda para sua reabilitação à sociedade e disso são capazes, dependendo de suas potencialidades. A palavra excepcional tem influências altamente significativas perante a sociedade, é necessário esclarecer quem é o excepcional, o que ele faz, o que ele é capaz de fazer, suas capacidades e necessidades especiais. Mudar um termo consolidado é muito difícil, seria necessária uma ampla mobilização e divulgação. Ainda são encontradas na literatura algumas definições utilizando o termo excepcionais, aqui entendido como pessoas com necessidades especiais. Faz parte do grupo de pacientes com necessidades especiais na odontologia aquelas pessoas que tem alguma doença ou situação clínica que necessitem um atendimento odontológico diferenciado. O especialista na área está capacitado para prestar uma odontologia de alta qualidade cercada dos cuidados necessários à cada situação específica.

PACIENTES ESPECIAIS EM ODONTOLOGIA

Ultimamente, na Odontologia existe um movimento maior no entendimento e na prática clínica oferecida a pessoas com necessidades especiais. Foi regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia a especialidade de Odontologia em Pacientes com Necessidades Especiais. Segundo Sabbagh Haddad, 2007, os pacientes com necessidades especiais podem ser classificados conforme segue abaixo:

CLASSIFICAÇÃO PACIENTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS

Deficiência mental
Deficiência físicaAnomalias congênitas (deformações, síndromes)?
Distúrbios comportamentais (autismo)
Transtornos psiquiátricos
Distúrbios sensoriais e de comunicação
Doenças sistêmicas crônicas (diabetes, cardiopatias, doenças hematológicas, insuficiência renal crônica, doenças auto imunes, doenças vesículo bolhosas, etc)
Doenças infectocontagiosas (hepatites, HIV, tuberculose)
Condições sistêmicas (irradiados, transplantados , oncológicos, gestantes, imunocomprometidos)

O atendimento ambulatorial deve ser sempre realizado em conjunto com a família e por profissional capacitado. Estas pessoas têm uma necessidade aumentada para o cuidado preventivo odontológico; para prevenção de cárie e doenças periodontais. A maioria destes pacientes não apresenta plena capacidade de realizar seus cuidados bucais necessitando da ajuda de demais pessoas. A participação de familiares ou responsáveis nestes cuidados é fundamental para o sucesso do tratamento odontológico e para promoção da saúde bucal do paciente.

A primeira abordagem odontológica deve ser composta de uma aproximação com o paciente e familiares assim como o conhecimento das condições médicas preexistentes. Salienta-se que muitos destes pacientes apresentam complicações orgânicas. O melhor atendimento exige uma integração das áreas odontológica, médica, psicológica, social, etc. O dentista especialista realiza o exame bucodentário, avalia o comportamento do paciente, dos familiares, e o relacionamento entre ambos. Para pessoas com deficiência ou doença mental, da mesma forma que para crianças normais, faz-se o condicionamento psicológico do paciente especial, para que se obtenha sua cooperação, antes de quaisquer outros recursos. A contenção física ou química somente é utilizada diante da ineficiência dos métodos psicológicos. Segundo Gargione, (1998), o atendimento odontológico em pacientes especiais, atualmente, pode ser feito em três modalidades: a normal, que é o atendimento em que existe a cooperação por parte do paciente, alternando-se somente o tipo de ambiente, instrumental e material odontológico a ser empregado; o condicionado, que utiliza técnicas de demonstração com todo o aparato odontológico, para que o paciente saiba, antes de ser atendido, o que será utilizado em sua boca, incluindo as de vibrações e ruídos que farão parte do atendimento proposto; e o sob contenção (mecânica, química, hipnose). Os pacientes que apresentem problemas graves no que se refere à cooperação e ao manejo devem ser considerados dentro do grupo com indicação para a contenção química e anestesia geral. Todo tratamento odontológico é considerado como parte de um programa permanente de saúde bucal. Dentro desse programa, as medidas preventivas e as restauradoras devem estar perfeitamente integradas, ficando na dependência de cada paciente, a predominância de umas sobre as outras. Os locais para o atendimento da população de pacientes especiais devem, preferencialmente, estar junto às instituições que oferecem tratamentos globais para as deficiências abordadas. Nelas, o CD integra uma equipe de trabalho multi e interdisciplinar.

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RESPIRAÇÃO ORAL E A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO E ORTODÔNTICO

RESPIRAÇÃO ORAL E A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO E ORTODÔNTICO

A Fonoaudiologia tem como um de seus objetivos o restabelecimento das funções respiratórias, mastigatórias, atos de deglutição e fala, visando o equilíbrio miofuncional. O trabalho do fonoaudiólogo visa sobretudo prevenir, habilitar ou reabilitar estas funções. Entre as funções estomatognáticas, a respiração exerce função vital, além de propiciar o desenvolvimento e crescimento crânio-facial.
Ela deve ser nasal, mas nem sempre isso é possível devido a alguns impedimentos.
Dentre eles podemos citar:

hipertrofia de amígdalas e adenóides 
rinite
bronquite
sinusite

Quando ocorre algum destes impedimentos, observa-se obstrução das vias aéreas superiores fazendo com que o indivíduo necessite respirar pela boca.

É importante interceptar a presença da respiração oral tão logo seja percebido o processo, encaminhando o paciente, sempre que possível, para o tratamento multidisciplinar.

Este tratamento compete ao alergista, otorrinolaringologista, dentista, ortodontista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta.
Sendo assim, acredito ser muito importante estarmos atentos às características do respirador oral. São elas:

Apresenta face alongada, caracterizada pelo aumento da altura da metade inferior do esqueleto dentofacial;
Apresenta olheiras devido à diminuição da drenagem linfática;
Possui as asas do nariz hipodesenvolvidas;
Apresenta mau hálito;
À noite, seu sono é agitado, baba e ronca;
É sonolento, apresenta, muitas vezes, déficit de atenção, concentração e dificuldade de aprendizagem devido à falta de oxigenação no cérebro;
Apresenta rendimento físico diminuído;
É inapetente, porque o ato de se alimentar gera esforço e cansaço;
Prefere líquidos e pastosos, porque não requerem trabalho mastigatório;
Na criança, a respiração oral reduz o estímulo de crescimento do terço médio da face, levando à formação de palato em ogiva, hipodesenvolvimento lateral da arcada dentária superior, com conseqüente aumento ântero-posterior da mesma e protrusão dos dentes;
Apresenta postura corporal incorreta;

Podemos observar que os efeitos da respiração oral são bastante nocivos e podem deixar seqüelas na musculatura e nas funções de mastigação, deglutição e fala. A musculatura dos lábios, língua e bochechas torna-se hipotônica e por isso, essas estruturas funcionarão de maneira inadequada e menos eficiente nas funções de mastigação, deglutição e fala. O indivíduo que respira pela boca não consegue vedar os lábios devido ao tônus dos mesmos estar diminuído ou devido à oclusão dentária que não possibilita o vedamento labial. Às vezes, a mastigação pode apresentar-se unilateral, o que pode causar mordidas cruzadas; a deglutição será atípica, isto é, com projeção de língua entre as arcadas dentárias; a fala poderá estar alterada devido à hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios e ao posicionamento incorreto de língua.

Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização por parte da família da necessidade da adequação da respiração. Em um segundo momento, o trabalho muscular necessário será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios, além de adequar as funções de mastigação, deglutição e fala.

O respirador oral quase sempre apresenta algum tipo de alteração dentária a qual denomina-se má oclusão que pode ser biprotrusão de arcadas dentárias, mordida aberta, mordida cruzada, classe II, entre outras.

Então, o indivíduo necessitará, em determinado momento, do tratamento ortodôntico que, provavelmente, será realizado em conjunto com o fonoaudiológico.

É importante ressaltar que alguns pacientes pós-tratamento com otorrino e/ou alergista, que não apresentam mais impedimento orgânico para a respiração nasal, mas continuam sendo respiradores orais (respiração oral por hábito), também deverão realizar terapia fonoaudiológica a fim de aprenderem a utilizar o nariz para respirar.

Pode ser revertido o quadro da respiração oral possibilitando melhores condições de vida futura ao paciente através do tratamento multidisciplinar

RONCO E APNÉIA DO SONO

APARELHO ORAL É UMA NOVA OPÇÃO DE TRATAMENTO

O Ronco e a Síndrome da Apnéia do sono tem sido muito discutido no Brasil e no mundo na atualidade. Este problema, além dos transtornos sociais e psicológicos, trás conseqüências físicas para o paciente (hipertensão, arritmias cardíacas e AVC).

A Apnéia do sono é a obstrução das vias aéreas por alguns momentos durante a noite, pela flacidez dos tecidos da garganta, impedindo a respiração por alguns segundos, varias vezes por noite, e o ronco é a vibração dos tecidos da garganta quando o ar passa.

Esses problemas são freqüentes no homem a partir dos 30 anos e nas mulheres a partir da menopausa. Recentemente o tratamento através de aparelhos orais, tem ganhado importância no tratamento desses problemas, pela facilidade de adaptação e eficácia dos aparelhos, que vem ganhando espaço como uma das principais formas de tratamento para estes problemas.

Estes aparelhos são construídos de modo a posicionar a mandíbula mais para frente, possibilitando que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. Existem algumas limitações que precisam ser avaliadas, muitas vezes com o auxílio do médico de sono e da polissonografia, que é um exame onde a pessoa dorme na clínica uma noite, sendo monitorada em todos os aspectos do seu sono.

Os principais sintomas da apnéia do sono são o ronco e a sonolência diurna excessiva. O ronco é um também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que ronca a dormir em quarto separado, bem como torna a pessoa que ronca motivo de piadas entre companheiros de trabalho, de pescarias ou acampamentos, ou quando tem que dividir quarto de hotel, etc...

QUALQUER PESSOA PODE USAR ESTE APARELHO?

Não, existem algumas limitações para o uso do aparelho que podem ser:

a) Impossibilidade de reter o aparelho na boca. Pacientes que têm poucos dentes ou usam próteses extensas, principalmente dentaduras ou próteses removíveis, podem ter dificuldade em reter o aparelho na boca, devendo o caso ser bem avaliado antes de se indicar o aparelho. Pessoas com problemas periodontais severos, em que os dentes apresentam mobilidade acentuada, e pessoas portadoras de prótese total INFERIOR não têm condições de usar o aparelho, pois nesses casos é impossível reter o aparelho na boca

b) Casos em que a perspectiva de bons resultados é pequena. Pacientes muito obesos ou com índice de apnéia muito acentuado (acima de 40 apnéias por hora) precisam ser bem avaliados pois a perspectiva de resultados é mais pobre, devendo-se optar por outro tipo de tratamento, ficando o aparelho como uma segunda opção ou para ser usado em conjunto com outros tratamentos

c) Nos casos em que o paciente tem problemas na Articulação (ATM) da mandíbula (dor, estalos ou desvios), pois o aparelho pode agravar estes problemas

Como devo proceder para fazer o aparelho?

Em primeiro lugar é preciso fazer uma avaliação, onde o dentista verifica as condições para a colocação do aparelho, se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exame com o médico de sono ou otorrinolaringologista, também é avaliada a condição dentária verificando possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho

Como o aparelho funciona?
O aparelho funciona avançando a mandíbula e mantendo-a firmemente nessa posição. O avanço da mandíbula faz com que os tecidos da garganta de “estiquem” aumentando a abertura para a passagem do ar, também o avanço mandibular estimula um reflexo que faz a musculatura da faringe e arredores ficar mais tensa, mais firme, evitando o ronco. Mantendo a mandíbula presa ao aparelho, ele não permite que ela “caia” durante o sono, abrindo a boca, pois esse movimento de abertura geralmente é seguido de um reflexo que faz a língua ir para traz obstruindo a passagem do ar

O uso do aparelho “cura” o ronco e a apnéia?

Não, o aparelho não produz nenhuma mudança física no paciente, resolvendo o problema apenas enquanto estiver sendo usado, é mais ou menos como os óculos, que corrigem a visão mas não modificam o olho

Porque é precisamos nos preocupar com a apnéia?

Apesar do ronco ser o problema mais incômodo, a apnéia do sono é o problema mais importante e precisamos nos preocupar com ela, pois ela afeta vários órgãos do nosso corpo, principalmente o coração, onde aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias, hipertensão, infarto e derrame cerebral

Posso morrer sufocado numa crise de apnéia?

Não, pois o cérebro controla o nível de oxigênio e gás carbônico no sangue e quando eles se alteram a pessoa acorda e volta a respirar. A apnéia não mata, mas aumenta muito a chance de desenvolver doenças que matam como o infarto do coração e os derrames cerebrais

Porque é preciso fazer a polissonografia e o que é esse exame?
A polissonografia é o exame que é feito na clínica de sono, onde o paciente dorme uma noite e é monitorado em vários aspectos do seu sono, contrações musculares, problemas respiratórios e cardíacos entre outros, é necessário para se detectar a apnéia do sono. É através da polissonografia que se pode medir se o paciente tem uma apnéia leve, moderada ou grave, também podemos verificar se existem outros distúrbios do sono que tem sintomas parecidos com a apnéia, mas tratamentos diferentes, também para que se possa avaliar os resultados do tratamento faz-se uma antes e uma depois para comparar os resultados
RONCO E APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO

O QUE É RONCO E O QUE É APNÉIA?

Ambos podem ser classificados como distúrbios do sono e ambos estão relacionados com a passagem do ar pelas vias aéreas do sistema respiratório. Durante o sono, o tônus muscular do pescoço e da faringe decresce. Isso causa um estreitamento do espaço faríngeo e o volume de ar necessário precisa ser inspirado a uma velocidade maior, ocorrendo a vibração de tecidos moles como palato mole, úvula, língua e outros. Este é o ronco! A apnéia obstrutiva do sono é a interrupção da respiração pelo fechamento da passagem do ar ao nível da garganta. Esse fechamento pode demorar vários segundos e a pessoa só volta a respirar quando um reflexo do organismo consegue reabrir a passagem do ar. Esse dorme e acorda pode se repetir até 300 vezes numa noite!
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SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO
RONCO E APNÉIA DO SONO
A IMPORTÂNCIA DO SONO E AS PRINCIPAIS INTERFERÊNCIAS
DISPOSITIVO ANTI RONCO
INSÔNIA

COMO O RONCO E A APNÉIA PODEM SER DIAGNOSTICADOS?

A maneira convencional para o diagnóstico do ronco e da apnéia é a observação do sono. Nessa osbservação são identificadas as características dos distúrbios que são os ruídos altos e os "despertares" recorrentes causados pela apnéia que possuem aspecto de falta de ar. Essa observação pode ser feita domesticamente pelos familiares ou por quem durma nas proximidades. Existe também o diagnóstico médico que conta com o exame da polissonografia, que é a monitoração do sono por equipamentos eletrônicos. O exame clínico é indicado para que seja avaliada a condição do trato respiratório do paciente. Esse exame pode ser feito por um dentista ou por um médico, ambos com especialização na área.

QUAIS SÃO OS PROBLEMAS CAUSADOS PELO RONCO E APNÉIA?

Os problemas causados são vários e na sua maioria comuns, podendo também ser divididos em: individuais, familiares, profissionais e sociais. Esta classificação nos possibilita abranger melhor os diversos incômodos e causas danosas causados pelo ronco e pela apnéia obstrutiva do sono. Como problemas individuais podemos citar dor de cabeça ao acordar, arritmia cardíaca, dificuldade de concentração, sonolência diurna excessiva e até mesmo depressão. Como problemas familiares temos incômodo geral, desagregação familiar e desunião ao dormir podendo chegar à separação do casal! Atualmente o ronco e a apnéia são reconhecidos como possíveis causadores de problemas cardíacos. O sistema circulatório de uma pessoa que apresenta apnéia é cerca de 10 anos mais envelhecido do que de uma pessoa que não apresenta o quadro. Recentes estudos ligam o quadro de morte súbita ao problema da apnéia obstrutiva.

QUAIS SÃO OS POSSÍVEIS TRATAMENTOS?

Por ocorrerem no sistema respiratório uma atenção à desobstrução da vias aéreas é fundamental. O Ronco e a Apnéia podiam ser tratados com aparelhos para auxílio respiratório ou com intervenção cirúrgica. Os aparelhos são caros e incômodos como o "Continuous positive air pressure" ou CPAP, a cirurgia (uvulopalatofaringoplastia) apresenta índice de sucesso insatisfatório (da ordem de 47%) e deixa sequelas indesejadas em caráter permanente. Atualmente, está disponível o uso de aparelhos intra orais, capazes de índice de eficiência da ordem de 87%, que não apresentam os efeitos indesejados dos métodos anteriores. Os dispositivos intra orais apresentam a melhor relação custo/benefício devido ao alto índice de sucesso e pelo fato de não apresentar seqüelas. Eles são individuais e confeccionados por dentistas com conhecimento na área. Os dispositivos intra orais devem ser usados pelo paciente apenas na hora de dormir.



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Respiração Bucal

Respiração Bucal

A função respiratória normal se faz por via nasal, pois é através do nariz que ocorrem três importantes funções:
umidificação
aquecimento do ar inspirado
proteção das vias aéreas.

Quando se constata obstrução nasal, por alguma alteração orgânica, como hipertrofia das adenóides e de amígdalas, desvio de septo, alergias, rinite, sinusite e bronquite, e a respiração apresenta-se mista ou predominantemente bucal.

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A Respiração Bucal e as Deformidades Dento-faciais
Importância do Tratamento Fonoaudiológico e Ortodôntico

A respiração bucal, frequentemente, é vista como um fato simples, mas que, a médio ou a longo prazo, poderá acarretar prejuízos, muitas vezes irrecuperáveis, como alterações faciais (musculares e ósseas), principalmente durante a fase de crescimento e alterações do tórax e de postura.

Quando uma criança não pode utilizar a via respiratória nasal, é observado a hipofunção dos músculos elevadores da amandíbula (a criança fica com a boca aberta), lábio superior curto e retraído, face longa, hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios (tonus diminuído das bochechas, lábios e língua) e inadequação das posturas orais, acarretando vários problemas como má deglutição, troca de fonemas na fala (troca de letras), alterações odontológicas como palato ogival (céu da boca profundo e estreito), estreitamento maxilar alterações da oclusão dentária.

Algumas características que devem ser observadas nas crianças com respiração bucal:

posturas anormais, não só corporais como também orofaciais;
língua com postura inadequada (muito rebaixada dentro da boca) ou anteriorizada (entre os dentres ou para for a da boca);
olfato prejudicado ocorrendo diminuição gustativa e redução do apetite;
crianças que babam e roncam à noite, muitas vezes acordando com a boca seca;
crianças irritadas por noites mal dormidas, que ficam extremamente hiperativas ou sonolentas, apresentando baixo rendimento escolar;
crianças que não gostam de brincadeiras, como jogar bola, correr, andar de bicicleta, pois isso causa grande esforço físico e as cansam com muita facilidade;
apresentam olheiras;
hipertrofia de gengivas;
nariz sempre obstruído;
assimetrias faciais;
crianças pálidas;
respiração ruidosa;
mastigação ruidosa, de boca aberta, ou de um só lado;
narinas pouco desenvolvidas;

Não necessariamente, uma criança terá todas as alterações acima citadas, mas, é importante que a família esteja atenta para que se possa tratar precocemente.

A criança que apresenta esse tipo de respiração poderá necessitar do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, como médico, ortodontista e fonoaudiólogo.

Em primeiro lugar, deverá recorrer ao pediatra ou ao otorrinolaringologista para, após, podermos iniciar tratamento fonoaudiológico, o qual constará de treino para a aprendizagem do uso do nariz, promovendo a respiração correta, além de adequar todas as estruturas e funções orofaciais, que ficaram prejudicadas, proporcionando um desenvolvimento harmonioso da face.



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PEDRAS NAS GLÂNDULAS SALIVARES


PEDRAS NAS GLÂNDULAS SALIVARES

O QUE É ISSO?

A formação de cálculos (pedras) pode ocorrer em todo o corpo, inclusive na vesícula, no trato urinário e nas glândulas salivares. A sialolitíase ou cálculo salivar representa a obstrução do sistema excretor de uma glândula salivar por calcificações resultantes da estase (estagnação) salivar, sendo duas vezes mais comuns em homens, com incidência maior na faixa dos 30 aos 50 anos.
Podem variar em tamanho entre um grão de milho até um caroço de azeitona, raramente ultrapassando um centímetro, como ocorre no caso mostrado a seguir.
Geralmente são de formato arredondado, oval ou alongado. Ocorrem principalmente nos três pares de glândulas salivares principais ou maiores: parótidas, submandibulares e sublinguais, mas também podem ocorrer nas chamadas glândulas salivares menores, distribuídas por toda a cavidade oral.

COMO OCORRE?

Como produto da atividade das glândulas salivares, forma-se a secreção salivar (saliva), cuja produção diária é em torno de 800 a 1500ml. Os principais componentes da saliva são proteínas e sais minerais, com função lubrificante, digestiva e antibacteriana. Quando a viscosidade e a concentração de cálcio na secreção salivar aumentam, podem surgir os cálculos salivares.
Restos alimentares e bactérias presentes na cavidade bucal podem migrar para o ducto salivar e favorecer o processo. Assim, a deposição de sais minerais ao redor de acúmulos de muco, bactérias e células epiteliais descamadas no interior das glândulas faz com que a massa mineralizada aumente de volume com o passar do tempo.
A glândula submandibular (com exteriorização embaixo da língua) é geralmente a mais afetada, sendo responsável por 85% dos casos, pois possui ducto longo e sinuoso, com calibre menor que o ducto da glândula parótida, por exemplo. Por este motivo, a ação da força da gravidade favorece a formação dos cálculos durante o trajeto angulado e tortuoso da saliva.

QUAIS OS SINTOMAS?

Normalmente, a sialolitíase é caracterizada por dor repentina associada com aumento de volume na região glandular durante ou próximo ao ato alimentar, quando a produção de saliva está em seu máximo e o fluxo salivar é estimulado contra a obstrução glandular.
A redução gradual do edema (inchaço) vem a seguir, mas o aumento de volume volta a ocorrer repentinamente sempre que fluxo salivar é estimulado. Há uma redução evidente na saliva. Na palpação intrabucal, o cirurgião dentista pode avaliar o cálculo quanto às suas dimensões e localização no ducto salivar.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

Baseado na história do paciente, no exame físico e em uma variedade de exames por imagem, como radiografias, ultrassonografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Radiografias com pouca radiação são métodos satisfatórios, por evidenciarem bem a natureza mineral do processo, além de serem de baixo custo.
Quando existe a suspeita de cálculo salivar, geralmente a radiografia com contraste é contraindicada, pelo risco de deslocamento do cálculo para o interior dos tecidos e pela dor que o exame causa. Pode-se lançar mão desta técnica quando o exame radiográfico simples for inconclusivo.


QUAL O TRATAMENTO?

O manejo dos cálculos das glândulas salivares depende da duração dos sintomas, do número de repetições dos episódios, do tamanho e da localização da pedra. O cirurgião dentista especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial é o profissional indicado para tratar da doença.
O tratamento vai desde a simples estimulação glandular com cítricos, massagens e hidratação, com o objetivo de facilitar a excreção, ou, nos casos de cálculos maiores, a remoção cirúrgica, que normalmente é de simples execução e sem maiores problemas pós-operatórios, devendo-se apenas respeitar a anatomia e inervação local. Antibióticos comumente são prescritos como rotina, pelo potencial bacteriano do processo. 

Outros tratamentos descritos na literatura são a litotripsia (fragmentação do cálculo), remoção por laser de CO2 e enucleação ( remoção) de toda a glândula salivar envolvida.
Normalmente quando o sialolito é encontrado ao acaso durante tomada radiográfica de rotina e não possui sintomatologia, não requer tratamento. 

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PACIENTES ONCOLÓGICOS NA ODONTOLOGIA

PACIENTES ONCOLÓGICOS NA ODONTOLOGIA

ALTERAÇÕES BUCAIS EM PACIENTES SUBMETIDOS À RADIOTERAPIA DE CABEÇA E PESCOÇO E/OU QUIMIOTERAPIA

Complicações bucais mais freqüentes da radioterapia de cabeça e pescoço, as quais dependem da dose, do tempo e do campo exposto à radiação:

1 – Boca seca ou secura da boca (xerostomia), causada por diminuição da quantidade de saliva, desenvolvida em pacientes que são submetidos à radioterapia na região cabeça/pescoço onde as glândulas salivares são afetadas pela radiação. A xerostomia causa incomodo para falar e comer. Porém, o mais grave é que a falta de saliva diminui a proteção natural da boca e ela se torna mais vulnerável a infecções em geral, além de provocar mau hálito (halitose).

2 – Cáries de radiação, causadas pela radioterapia e pela diminuição da proteção salivar.
Cáries de radiação. Perda parcial do esmalte exposição da dentina, fragilidade dentária.

3 – Inflamação dos tecidos que revestem a boca (mucosas), dando a sensação de queimação. Vermelhidão, úlceras (tipo aftas) e feridas na mucosa, que se estendem, com frequência na laringe e faringe. É chamada de mucosite.
Mucosite na língua, que pode aparecer em toda a boca e garganta (laringe e faringe).

4 – Alteração no paladar que pode estar relacionada a perdas de papilas gustativas.

5 – Necrose óssea causada por radiação (osteorradionecrose) em que o osso afetado fica com pouca irrigação sanguínea (hipovascularização), tornando-se suscetíveis a infecções e necrose.
Necrose óssea causada por radiação (osteorradionecrose )

Complicações bucais mais freqüentes da quimioterapia: Deve-se a ação direta das drogas sobre os tecidos bucais epiteliais. Ocorre que a quimioterapia tem o objetivo de destruir as células cancerosas, porém infelizmente também atacam as células normais, interferindo em sua proliferação, provocando ação indireta decorrente da modificação de outros tecidos, inclusive da medula óssea.

Pacientes em quimioterapia apresentam na boca:

Infecções bacterianas, como mais cáries dentárias e inflamações gengivais.
Infecções por fungos (fúngicas), como o sapinho (candidíase)
Infecções virais como o herpes que podem ocorrer na parte interna da boca e serem mais fortes e por tempo mais prolongado.
Infecção das glândulas salivares causando dor, redução na produção de saliva.
Sangramentos gengivais (Hemorragias)
Sensação de boca seca por diminuição da quantidade de saliva (Xerostomia)
Alteração de paladar

Mucosite que é a inflamação dos tecidos que revestem a boca (mucosas), dando a sensação de queimação. Vermelhidão, úlceras (tipo aftas) e feridas na mucosa que se estendem, com frequência, na laringe e faringe.

Cáries, inflação nas gengivas e “sapinho” (candidiase)

Herpes na parte interna da boca, apresentando-se forma mais forte e por tempo mais prolongado.
Herpes na parte externa da boca

Em todas essas circunstâncias, é fundamental a presença do cirurgião-dentista A preparação prévia do paciente, removendo possíveis focos infecciosos, como lesões periapicais (causadas pela necrose do nervo do dente), cáries e doenças das gengivas reduz significativamente todas estas intercorrências bucais.

A adequação da saúde bucal prévia, com restaurações dentárias, tratamento periodontal (gengiva) e controle de placa são fundamentais para o tratamento oncológico e prevenção de intercorrências.

O acompanhamento odontológico durante e posteriormente ao tratamento oncológico controla os problemas bucais, reduz a possibilidade de dor, promove a cicatrização mais rápida de lesões como a mucosite, previne as infecções, favorece a alimentação por via oral, reduz ou evita o tempo de internação hospitalar e melhora de sua qualidade de vida posterior ao tratamento.













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PACIENTES ESPECIAIS NA ODONTOLOGIA


PACIENTES ESPECIAIS NA ODONTOLOGIA

PACIENTES TRANSPLANTADOS NA ODONTOLOGIA

Uma adequada situação bucal e salivar do paciente transplantado proporciona melhora no estado geral desses, menor risco de infecções oportunistas que ameaçam a vida, maior qualidade do tratamento oferecido e prevenção de lesões bucais que possam interferir no bem estar dos pacientes.
O conhecimento da odontologia, prevenindo e tratando infecções bucais, aliado às atividades multidisciplinares na área da saúde, colabora no tratamento integral e resolutivo dos pacientes transplantados.
O tratamento integral e multidisciplinar é fato relevante e hoje fundamental nas ciências da saúde em geral, e em especial nos casos de pacientes oncológicos ou com transplante de órgãos.
O tratamento educativo preventivo é o muito importante e é recomendável que o atendimento odontológico seja feito por cirurgião-dentista, especialista em pacientes com necessidades especiais, capacitado a estabelecer o diagnóstico precoce e correto manejo dessas enfermidades.

PACIENTES PRÉ TRANSPLANTES

Exemplificando com os pacientes pré-transplante de rim, enfatizamos que a expressão insuficiência renal crônica refere-se a um diagnóstico de perda progressiva e supostamente irreversível da função renal de depuração, ou seja, diminuição da filtração do sangue pelos rins. Expressa uma fase em que o rim não é capaz de exercer suas funções o que é essencial para o corpo humano.
A perda das funções excretoras e regulatórias dos rins causa manifestações bucais e salivares que implicam no tratamento odontológico a esses pacientes. O dentista destas pessoas deve considerar os aspectos salivares, dentários, periodontais (gengivais), hematológicos (exames de sangue), cardiovasculares e a implicação na prescrição e uso de medicamentos, além da avaliação do potencial envolvimento de outros órgãos e sistemas.
As condições bucais e salivares, mais frequentes, verificadas em pacientes com insuficiência renal crônica são: alteração na percepção do sabor, dor ou ardência na língua ou mucosas, fragilidade capilar gerando sangramento ou “bolhas de sangue” (petéquias), língua saburrosa (ficando com a superfície esbranquiçada), sensação de boca seca e úlcera bucal (tipo afta).
Várias manifestações bucais têm sido associadas à insuficiência renal crônica e correlacionam-se com a gravidade da condição sistêmica. A diminuição da função de coagulação do sangue pode resultar em hemorragia nas mucosas e gengiva. A situação deve ser avaliada antes de procedimentos odontológicos.
Esse grupo de pacientes apresenta ainda alta prevalência de diabetes e hipertensão (pressão alta), que podem interferir também na saliva. A diminuição do fluxo salivar (quantidade de saliva na boca) é um achado comum em pacientes diabéticos descontrolados.
O tratamento odontológico deve ser realizado em dias em que a hemodiálise não é realizada, e deve-se avaliar a necessidade de realização de profilaxia antibiótica (uso de certa dosagem de antibiótico antes do procedimento).

PACIENTES TRANSPLANTADOS

As pessoas que recebem transplantem de órgãos são chamadas de pacientes transplantados e devem usar medicamentos para evitar que as defesas do corpo (sistema imunológico ) rejeite os novos tecidos. Ocorre que o organismo pode identificar o transplante como estranho ao seu organismo e rejeitá-lo. Por isso, os pacientes transplantados têm fragilidade em suas defesas naturais (são imunodeprimidos, imunocomprometidos ou imunossuprimidos). Essa fragilidade (imunossupressão) provoca, frequentemente, repercussões na cavidade bucal, que podem ser localizadas, ou fazer parte de um quadro de doença disseminada por todo o corpo.
As infecções bucais em pacientes com baixas defesas (imunocomprometidos) tendem a ser mais fortes e recorrentes, algumas vezes, resistentes aos tratamentos local e sistêmicos. É grande o número de pacientes transplantados com alterações bucais como cárie, doenças nas gengivas (periodontal) e outras afecções causadas por bactérias, fungos ou vírus. Tais condições dificultam a alimentação por via oral e apresentam risco de disseminação por todo o organismo (sistêmica).
Além da maior propensão a doenças infecciosas, determinada pela imunossupressão, os pacientes transplantados estão sujeitos à redução do fluxo salivar (quantidade de saliva produzida) induzida por medicamentos, fato que torna a mucosa bucal mais suscetível ao desenvolvimento de lesões.
As principais manifestações bucais encontradas em pacientes transplantados, mantidos sob terapia imunossupressora, são: candidíase - infecção por fungos conhecida como “sapinho”; infecções bacterianas, como a periodontite, que é a inflamação dos tecidos que sustentam os dentes que são as gengivas, o osso e o ligamento periodontal, e ainda infecções virais como o herpes. Em pacientes receptores de transplante, também são constatados aumento do volume da gengiva entre os dentes (hiperplasia gengival).
As úlceras bucais (semelhantes a aftas) podem ter causas diversas, incluindo-se a ação dos agentes imunossupressores. Muitas dessas lesões merecem consideração especial, pois podem alterar gravemente a qualidade de vida do paciente imunodeprimido, causando dor, incapacidade mastigatória, perda de apetite, desnutrição e risco de infecção generalizada. Esses quadros agravam o estado geral do paciente, dificultando o seu restabelecimento e aumentando o tempo de permanência em situações críticas e de internação hospitalar.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado das lesões na boca, podem melhorar a qualidade de vida do paciente. Portanto, pacientes receptores de órgãos transplantados são mais susceptíveis a lesões bucais, quadros que podem implicar risco de vida destes. Dependendo da fase pós-transplante a intervenção odontológica deve ser limitada aos quadros de real necessidade. Nos primeiros três meses, atua-se somente evitando e tratando as possíveis infecções. Em um período posterior, as intervenções devem ser realizadas com cautela, avaliando-se o tipo e grau de imunossupressão. 

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Pacientes com necessidades especiais.


PACIENTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS

QUAIS OS CUIDADOS ODONTOLÓGICOS QUE SE DEVE TER O PACIENTE COM NECESSIDADES ESPECIAIS (PNE).

Na odontologia os cuidados são os mesmos para todos os pacientes sejam ou não portadores de necessidades especiais. Além de todos estes cuidados, alguns PNE necessitam outras atenções, em acordo com suas deficiências e potencialidades. Aqueles que têm dificuldade motora precisam de ajuda de outras pessoas para realizarem higiene bucal. Outros, que têm dificuldade de entendimento, precisam de instruções repetitivas de higiene, até que possam assimilar estas tarefas.

EM QUE IDADE DEVE SER LEVADO AO ODONTÓLOGO?

Na erupção do primeiro dente, é recomendável ir ao consultório dentário,onde será analisada as atenções especiais deste paciente, segundo suas necessidades.

QUAIS AS POSSIBILIDADES DE UM PNE TER DENTIÇÃO NORMAL?

Apenas alguns PNE com certas características especiais (síndromes) apresentam alterações de forma e número dentário. A maioria tem dentição semelhante a outros pacientes, que pode ser normal ou anormal, segundo suas características genéticas ou adquiridas.

UM PNE COM FISSURA PALATINA, OPERADO COM 7 MESES, E DEPOIS COM 5 ANOS,QUAIS SÃO AS PROBABILIDADES PARA SUA DENTIÇÃO PERMANENTE?

Todos os pacientes com fissura palatina devem ser acompanhados por cirurgiões, ortodontistas e fonoaudiólogos entre outras áreas da saúde. Existe alteração de posicionamento dentário, principalmente nos fissurados totais, em que a fissura palatina se estende até o lábio. Se tratados precocemente desde os primeiros dias de vida e orientando a forma correta da amamentação os problemas diminuem.

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FÍSTULA e FRATURA MANDIBULAR


O que é Fístula?

Fístula é um sinal clínico de que na região de seu aparecimento existe infecção em atividade. São entidades clínicas que caracterizam-se pela manifestação muito próxima da origem infecciosa, O aparecimento de uma fístula, geralmente, os dentes ou raízes da região devem ser os causadores. As fístula podem se manifestar no interior da cavidade oral, nas gengivas ou mucosas adjacentes aos agentes causadores.
As fístulas podem aparecer na face, suas pre senças causam como regra geral seqüelas cicatriciais indesejáveis. As fístulas podem surgir sem manifestação de sofrimento para o portador, mas há casos como os abcessos palatais, que até a forma ção e rompimento da fístula promovem muito sofrimento ao porta dor. Existem fístulas muito complexas de resolução geralmente ci rúrgica, que são as que comunicam, a cavidade oral com os seios maxilares. As fístulas oro-antrais, como são chamadas causam quadro clínico desagradável, como ao ingerir líquidos parte é expelida pelo nariz.
As fístulas na cavidade oral desaparecem logo após o diagnóstico e abordagem dos dentes ou raízes portadores de infecção, em média de 3 a 4 dias. Outra situação que costuma pro vocar fístulas são os detritos como areia, parabrisa, asfalto, conti dos e deixados nos tecidos, oriundos de acidentes e traumas. Estas fístulas costumam de tempos em tempos entrarem em atividade, expulso o detrito, ocorre a cura e desaparecimento.
Fístula é uma forma de defesa do organismo na sua luta contra as infecções. Onde existe fístula na região há certamente infecção. 

FRATURA MANDIBULAR

O osso mandibular, em conjunto com os ossos nasais, é uma das estruturas mais acometidas nas fraturas de face. Este fato constitui-se num interessante mecanismo de autoproteção do organismo, uma vez que a projeção do osso mandibular em relação aos tecidos crânios-encefálicos evita que os traumatismos de face acometam a caixa craniana com facilidade.
Anatômica e didaticamente a mandíbula é dividida em cinco áreas, que são mais ou menos acometidas, dependendo da intensidade, direção e velocidade do trauma: sínfise, corpo, ramo, cabeça da mandíbula (côndilo) e processo coronoide. É um osso móvel e bilateral, o que faz com que seus tecidos articulares (ATM), ao movimentar-se simetricamente, sejam o grande desafio da odontologia moderna.


1.Regiões anatômicas da mandíbula

A região mais comumente afetada nas fraturas de mandíbula é a cabeça da mandíbula, popularmente conhecida como côndilo. Isto acontece devido ao afilamento desta região, o que confere uma barreira protetora à entrada de corpos estranhos (osso fraturado) no interior da fossa craniana. Fortes pancadas na região do mento (queixo), comumente afetam também o côndilo mandibular, devido à transmissão de forças ao longo do osso mandibular até sua região mais enfraquecida.
Outra região com frequência acometida é o ângulo mandibular. Inúmeras publicações confirmam que a presença de um terceiro molar (siso) retido na região facilita uma linha de fratura ao reduzir a área óssea nas proximidades anatômicas.


2.Fratura de ângulo mandibular


O tratamento consiste no restabelecimento da oclusão (mordida), quer com o uso de placas de acrílico e/ou amarrias metálicas, quer por fixação interna rígida por placas e parafusos de titânio, que é o tratamento com maior grau de rapidez e resolução do quadro. O emprego da fixação interna rígida permite que o paciente permaneça com a mobilidade oral inalterada, situação diferente da ocorrida há alguns anos, quando muitas havia necessidade de bloquear-se a mordida por tempos superiores a 40 dias.



3.Fixação interna rígida de mandíbula

A prevenção consiste na proteção da região, quer evitando-se contato excessivo em esportes de alto impacto, quer no uso correto dos capacetes de proteção, por exemplo. O socorro deve ser imediato, preferencialmente por cirurgião bucomaxilofacial, sob pena de consolidação óssea em mau posicionamento devido ao tempo decorrido entre o trauma e o procedimento restaurador.
Além de osso mandibular fazer parte da estética facial, contribuindo para a melhora na autoestima, é também importantíssimo funcionalmente, tanto na fala, como na mastigação, razão pela qual o tratamento especializado é condição mister para o restabelecimento pleno do paciente acometido. 

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MORDIDA ERRADA EM CRIANÇAS: PREVENIR E TRATAR É POSSÍVEL

MORDIDA ERRADA EM CRIANÇAS: PREVENIR E TRATAR É POSSÍVEL

Sucessivas gerações de crianças crescem e se desenvolvem sem cáries. A maioria sequer ouviu falar em brocas de dentista ou anestesia. Desconhecem o que é dor de dente. Ao contrário, desde pequenos já reconhecem como se proteger das cáries: escovar os dentes com creme dental com flúor, usar o fio dental, e também quando comer doces fazê-lo com moderação.

Sem esquecer, é claro, de uma visita preventiva ao dentista. Essa façanha no comportamento da saúde bucal é resultado de uma profunda mudança nos conceitos sobre a cárie. O reflexo maior dessa mudança é a possibilidade de praticar a prevenção.

Em contraste, outro grande problema tem sido muito frequente: a má-oclusão ou mordida errada. A mordida errada ocorre em cerca de sete entre dez crianças. E já podemos encontrá-la nessa proporção em crianças com dentes de leite. A mordida errada, que inicia na infância, pode se tornar muito agravada na adolescência. E a mordida errada prejudica a qualidade de vida em qualquer idade.

A mordida errada pode, desde a tenra infância, afetar a estética e as funções orofaciais influenciando, portanto, no bem-estar psicológico e social da criança. A qualidade de vida na Odontologia possui três componentes: redução da dor, melhora da estética e melhora da função mastigatória. As crianças precisam receber integralmente essa proteção.

A boa notícia é que, assim como as grandes conquistas na prevenção das cáries, a Odontologia dispõe de uma especialidade voltada à prevenção e tratamento da mordida errada que inicia na infância. A especialidade chama-se Ortopedia Funcional dos Maxilares ou OFM. Aliada à Odontopediatria, a OFM completa um arsenal de poderosos recursos para cessar o problema da mordida errada no seu início.

O ortopedista funcional dos maxilares vigia cada etapa do desenvolvimento da dentição sempre com objetivo de proporcionar a construção de um belo sorriso. Muitas vezes, a mordida errada pode ser resolvida com medidas simples sem o uso de aparelhos. O especialista em OFM usa uma técnica chamada ajuste oclusal. Não dói nada, e pode liberar a criança do dentista em duas consultas ou em até seis meses.

Em outras situações, o especialista em OFM poderá usar, além do ajuste oclusal, aparelhos ortopédicos funcionais. Esses aparelhos corrigem todo tipo de mordida errada na infância. Além disso, melhoram a estética do rosto, auxiliam a respiração pelo nariz, melhoram a forma de engolir, falar e mastigar. O tratamento, nesses casos, poderá ser mais extenso, mas da mesma forma que o ajuste oclusal, o uso de aparelhos funcionais jamais envolvem dor. Além disso, os aparelhos são super coloridos, o que aumenta o interesse das crianças pelo tratamento. Os aparelhos funcionais são removíveis e permitem total higiene dos dentes.

Assim como na prevenção das cáries, a modificação dos hábitos alimentares parece ser importante na prevenção da mordida errada. Seguem orientações que, se forem adotadas desde o nascimento, poderão ter impacto significativo para coibir a formação da mordida errada.

Do nascimento até o aparecimento dos primeiros dentes de leite: amamentar exclusivamente no peito é suficiente para saúde geral do bebê e um excelente estímulo para o desenvolvimento da boca. Deve-se evitar a sucção fácil como o uso de mamadeiras, o uso de chás, bem como a introdução de outros alimentos. Em caso de impedimento do aleitamento natural, usar o copo.

Até completar todos os dentes de leite (cerca de dois anos e meio de idade): Com o desmame natural fazer a introdução gradativa de alimentos sólidos com variada textura, sabor e cor, aumentando gradativamente sua consistência, optando por alimentos mais fibrosos que exijam esforço mastigatório como vegetais. Evitar o uso de líquidos durante as refeições.

Até o aparecimento do primeiro molar permanente (cerca de seis anos de idade): oferecer fartamente alimentos ricos em fibras, frutas, verduras, cereais, restringindo o uso de bebidas altamente calóricas como refrigerantes gasosos e sucos adoçados.

Outro fator importante ligado ao estabelecimento e agravo da mordida errada, gerador de uma deterioração geral na qualidade de vida da criança, é a respiração pela boca. A respiração pela boca deve ser tratada e controlada por um médico e o seu tratamento jamais deve ser postergado. Segue uma relação de alguns tipos de mordida errada que podem ser corrigidos na infância com técnicas ortopédicas funcionais: mordida aberta, mordida cruzada, queixo para trás, queixo para frente, queixo desviado para o lado, dentes tortos, falta de espaço para os dentes, sorriso gengival.

Todo cirurgião-dentista está habilitado a orientar a família e seus pacientes para busca de auxílio oportuno na correção da mordida errada. Porém, cabe ressaltar que no tratamento da mordida errada a tradicional orientação “tem de esperar” está obsoleta e deve ser substituída por uma nova visão que se resume em: Acompanhar o desenvolvimento equilibrado, ao invés de acompanhar o agravamento do desequilíbrio.

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MAU HÁLITO (Halitose)

MAU HÁLITO (Halitose)

O QUE É?

Consiste nos odores desagradáveis oriundos da cavidade bucal ou através da respiração.

Desde que o mundo é mundo, as pessoas se lamentam do mau hálito. Há uns 3,5 mil anos, o médico grego Hipócrates já prescrevia um bochecho de vinho com ervas aromáticas para melhorar o hálito. E um jovem fabricante de cosméticos, na velha Roma, ficou riquíssimo quando inventou e começou a produzir essência de hortelã para melhorar o hálito.

COMO OCORRE?

Cerca de 60% de toda a população mundial tem ou teve mau hálito. Uma das causas básicas do mau hálito, ou halitose, está relacionada aos molhos picantes que usamos na nossa alimentação. Após digerirmos alho ou cebola, por exemplo, o seu odor não só se apresenta em nosso hálito, como até recende de nossa pele ou vem do ar que expelimos dos pulmões.

Mas 90% daquele "bafo repulsivo" que muita gente tem procede dos resíduos alimentares daquilo que comemos durante o dia, sem que tenhamos acesso ou tempo para escovar os dentes após cada refeição, mesmo aquele cafezinho do escritório. Minúsculas partículas de comida são acolhidas no intervalo dos dentes, das pontes ou dentaduras que usamos.

Se você padece de placas na gengiva, tal efeito pode perdurar por dias. Muito comum causa de halitose, o acúmulo de alimentos nas reentrâncias das amígdalas gera “fermentação” destas substâncias com a, conseqüente, proliferação destas bactérias. Há a, eventual, liberação de “farelinhos” mal-cheirosos recebendo o nome de amigdalite caseosa (caseo amigdaliano)....

A bactéria que vive na boca e se banqueteia com os resíduos de comida que ficam entre os dentes é a primeira causa do mau hálito. Como ela fermenta, seus sub-produtos geram gás sulfúreo, o mesmo gás presente no ovo podre. Essas bactérias gostam de se localizar na parte anterior da língua, criando aquele muco esbranquiçado que geralmente constatamos ao acordar pela manhã.

Para nossa sorte, a natureza fez com que o corpo humano tivesse em nossas bocas sua própria defesa anti-bacteriana: a saliva. A bactéria bucal que causa mau hálito é "anaeróbica", isto é, as que gostam de viver em locais onde existe pouco ou nenhum oxigênio. A saliva, dentre outras coisas, contém excesso de oxigênio.

O cheiro desagradável que sentimos em nosso hálito ao acordar procede da bactéria que se escondeu em locais sem oxigênio da boca. As glândulas salivares restringem ao mínimo sua produção durante as horas do sono, porque você não está acordado e comendo. A boca resseca, e as bactérias se multiplicam, fazendo com que seu hálito cheire fermentado ao que você comeu na noite anterior.

O QUE FAZER?

Escove os dentes sempre que puder, principalmente após cada refeição. Passe um fio dental entre os dentes e depois bocheche fortemente (se quiser bochechar com uma pitada de bicarbonato de sódio, será mais eficiente)
aumento do volume da urina,
Depois gargareje para lavar a sua língua, especialmente a parte do fundo.
Para aumentar a produção de saliva na boca, evitando o prejudicial ressecamento, mastigue uma goma de mascar qualquer (preferencialmente diet).

Tenha uma alimentação rica em cenoura, maçã e outros alimentos fibrosos. Eles auxiliam na promoção de uma limpeza total na parte dos dentes que fica na linha das gengivas.

Para diminuir o mau hálito oriundo de excesso de bebida ou do cigarro, procure bochechar três vezes ao dia com água e limão (sem açúcar ou dietéticos). O limão tem ácidos que anulam os odores típicos dessas substâncias.

Beba muita água.
Visite seu dentista pelo menos duas vezes por ano.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que devo fazer em primeiro lugar, quando apresentar halitose?

Quem deve coordenar a investigação, o otorrino, o dentista ou o gastroenterologista?

Posso usar bochechos e gargarejos com produtos populares?

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LASER NA ODONTOLOGIA

LASER NA ODONTOLOGIA

A palavra LASER significa light Amplification by Stimulated Emission of Radiation que, em português, seria ‘luz amplificada pela emissão estimulada de radiação’. 
O laser é uma fonte de luz com vários comprimentos de onda que lhe conferem propriedades terapêuticas.
O laser de baixa potência ou laser terapêutico (low level laser therapy – LLLT) tem ação antiinflamatória, analgésica e bioestimulante.
Atualmente, devemos considerar o laser um auxiliar terapêutico indispensável aos consultórios odontológicos.
Como toda técnica , porém, é fundamental que se conheça bem os seus princípios básicos, principalmente porque os efeitos e o mecanismo de ação do laser são bastante complexos.
No caso do Herpes Labial, por exemplo, é comum o paciente chegar ao consultório para aplicação do laser, e ele já estar usando uma pomada ou tomando um comprimido para o Herpes. Infelizmente, esses comprimidos ou pomadas, têm o mecanismo de ação somente no DNA do vírus, diminuindo somente o tempo de exposição da lesão não atuando diretamente no fortalecimento da imunidade da região, apesar de não ter problema do seu uso concomitante com o laser.

O laser vai biomodular a região, isto é, vai fazer com que o local fique mais resistente (as células do nosso organismo ficam mais fortes e resistentes ao vírus), fazendo com que a reincidência diminua acentuadamente.

APLICAÇÕES E INDICAÇÕES NA ODONTOLOGIA

Alívio da dor - promove o alívio de dores de diversas etiologias, dores de origem pulpar, dores nevrálgicas, dores em tecido mole, mialgias, dores de pré e pós – operatório, entre outras aplicações.

Reparação tecidual - A fotobioestimulação por laser tem sido empregada de maneira bastante eficaz após tratamento de canal, lesões traumáticas, promovendo uma reparação tecidual mais rápida e com padrão de qualidade tecidual superior.

Redução de edema ou “inchaço” e de hiperemia que seria o aumento da circulação sanguínea local (efeito antiinflamatório, antiedematoso e normalizador circulatório) – Indicado na aplicação do pós operatório de procedimentos no campo da periodontia (inflamações gengivais e dos tecidos de sustentação dos dentes), cirurgia oral menor, etc

Anestesia - Ajuda a diminuir o desconforto do paciente no momento da aplicação da anestesia, visto que pode ser utilizado como pré-anestésico. O laser promove aumento da microcirculação e, desta forma, ajuda na absorção do anestésico, nos casos de pacientes com dificuldade para serem anestesiados.

A laserterapia é bastante eficaz no tratamento da hipersensibilidade dental que está associada a uma dor aguda, súbita e de curta duração. A hipersensibilidade pode ocorrer durante ou após a restauração dental, pela retração da gengiva, e após o clareamento dental.

Dores na articulação da mandíbula
Paralisia facial
Herpes simples (Herpes Labial)
Herpes zoster
Hipersensibilidade dentinária
Afta
Alveolite (infecção ou a inflamação do alvéolo pós extração dentária)
Bioestimulação óssea
Cárie
Endodontia (Tratamento de canal)
Exodontia (Extração dentária)

Língua geográfica (termo usado para descrever a aparência de mapa geográfico da língua, causada por manchas irregulares em sua superfície, de causa desconhecida)
Lesão traumática

Nevralgia do trigêmio (é uma dor de forte intensidade, basicamente tipo um choque ou um raio que ocorre na face das pessoas. É geralmente de curta duração, a dor vem e volta, e é considerada por algumas pessoas a dor mais forte que o ser humano possa sentir)

Parestesia (Sensações cutâneas subjetivas, por exemplo., frio, aquecimento, formigamento, pressão, etc. que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação)
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