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23.8.11

A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)


A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)

Doenca de Ekbom

O QUE É?

É uma doença crônica, trata-se de desordem sensorial, que se caracteriza por sensaçao de muito desconforto, parestesias (sensações subjetivas, de frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação) nas pernas, principalmente, quando se esta em repouso. Afeta em torno de 15% da população adulta. Seu diagnóstico é importante, pois o tratamento é capaz de proporcionar alivio para aqueles que são afetados por este incômodo mal. Apresenta leve predominio no sexo feminino.

O QUE SE SENTE?

Manifesta-se por desconforto nos membros. As pessoas descrevem estas sensações como: fisgadas, intensas coceiras, que somente são aliviadas com movimentos de flexão, de extensão ou cruzamento das pernas. Essas manifestações costumam interferir com a qualidade do sono. A síndrome das pernas inquietas pode tornar difícil iniciar o sono e manter-se dormindo. Pessoas com síndrome das pernas inquietas não têm tempo suficiente de sono, podendo sentir-se cansadas e sonolentas durante o dia, o que torna difícil a concentração, interferindo no trabalho, estudo, e mesmo nas atividades cotidianas e, até mesmo, dando mau humor.
Tanto a frequência como a intensidade das manifestações são variáveis. Um determinado paciente pode ficar sem manifestações por longos períodos e outro poderá ser acometido muitas vezes durante um mesmo dia. A doença pode surgir em qualquer idade; entretanto, é mais comum seu aparecimento até os 40 anos. Os sintomas das pernas inquietas podem provocar um grande impacto negativo na vida do seu portador:

COMO SE ADQUIRE?

E provável que a heranca tenha papel muito importante na gênesis da síndrome, embora outras patologias como anemia ferropênica e polineuropatia sejam importantes fatores.
Há dois tipos de síndrome das pernas inquietas: 

Síndrome das Pernas Inquietas(SPI) idiopática. É o mais comum. Após se manifestar uma vez, geralmente, torna-se para toda a vida. Com o passar do tempo, os sintomas tendem a piorar e a ocorrer com maior frequência.

Síndrome das Pernas Inquietas Secudária.

Esse tipo é causado por outra doença ou condição médica, e algumas vezes por certos medicamentos. Os sintomas podem desaparecer quando a doenca básica é curada ou se para de tomar o medicamento desencadeante.
CAUSAS DA SINDROME DAS PERNAS INQUIETAS IDIOPÁTICAS

Nos casos de síndrome das pernas inquietas idiopática, a causa não é encontrada.
Causas da Síndrome das Pernas Inquietas Secundária
A síndrome das pernas inquietas secundária é causada por certos medicamentos ou por outra doença . Algumas doenças e condições médicas que podem causar a síndrome das pernas inquietas secundária são:
 

Deficiência de ferro, com ou sem anemia.

Insuficiência renal.

Diabetes.

Mal de Parkinson.

Danos ao nervos das mãos ou pés.

Artrite reumatóide.

Gravidez (surge no último trimestre e costuma desaparecer semanas após o parto).
CRITÉRIOS INTERNACIONAIS MÍNIMOS DE SPI
 

desejo de movimentar os membros, geralmente associado à parestesia (sensações cutâneas subjetivas - frio, calor, formigamento, pressão cutanea - vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulo, ou à disestesia ( distúrbio neurológico caracterizado pelo enfraquecimento ou alteração na sensibilidade dos sentidos) sensações que ocorrem espontaneamente durante o despertar.

inquietude motora: os pacientes durante a vigília se mexem para aliviar os sintomas de parestesia ou disestesia ou de desconforto nas pernas.

sintomas pioram ou estão presentes só no repouso.

sintomas pioram no fim do dia ou à noite.
Outras Características Clínicas 


Distúrbios do sono e suas consequências.

Movimentos periódicos dos membros durante o sono e movimentos involuntários em vigília e em repouso.

Exame neurológico e eletroneuromiografia normais nas formas idiopáticas. As formas secundárias apresentam as evidências clínicas e laboratoriais de acordo com a etiologia.

História familiar algumas vezes presente e sugerindo a herança autossômica dominante.
TESTE DIAGNÓSTICO

O paciente é mantido imóvel no leito, com as pernas em hiperextensão. Esse método desencadeia sensações parestésicas e movimentos periódicos de membros em 81% dos pacientes com SPI, sendo feito registro eletroneuromiográfico do músculo tibial anterior. Outros
Alguns procedimentos diagnósticos são relevantes para os casos relacionados a distúrbios hematológicos (ferro, ferritina, transferiria, vitamina B12, folato), renais crônicos, e nos casos de suspeitas específicas, exames como a eletroneuromiografia, provas reumatológicas, exames vasculares, etc deverão ser apropriadamente solicitados.

TRATAMENTO.

O tratamento da síndrome das pernas inquietas visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade do sono e tratar ou corrigir a condição que pode estar causando a síndrome. Várias drogas drogas podem ser empregadas para o controle dos sintomas.O tratamento deve ser iniciado quando os sintomas são graves durante o dia ou interferem no sono. O controle dos sintomas pode trazer real melhora na qualidade de vida.
Os aspectos relativos ao tratamento são controversos. Não existe medicamento específico para o tratamento da SPI.
A American Academy of Sleep Medicine reconhece que os agentes dopaminérgicos são as drogas que melhor resultado oferecem no tratamento da SPI.
Os tipos de tratamento incluem mudanças de hábitos e/ou medicamentos. As mudanças de hábitos que podem aliviar os sintomas da síndrome das pernas inquietas são: 

Evitar álcool, cafeína, fumo e alguns medicamentos (certos antidepressivos, remédios contra náusea, anti-psicóticos e anti-histaminas).

Adotar bons hábitos de sono: manter o quarto quieto, escuro e confortável; usar o quarto para dormir e não para ver tv, usar computador e outras atividades; ir dormir e acordar nos mesmos horários.

Seguir um programa de exercícios físicos moderados.
SPI EM CRIANCAS E ADOLESCENTES

Em adolescentes, a SPI secundária à baixa reserva de ferro está associada muitas vezes com insônia inicial grave e movimentos periódicos de membros. Em crianças, os sintomas de SPI e movimentos periódicos de membros não são específicos assim como dores de crescimento, sono não repousante, insônia e sonolência diurna, frequentemente não são percebidos pelos pais. Sugere-se também a correlação entre SPI e hiperatividade com déficit de atenção, bem como a íntima relação entre anemia (baixos níveis de ferro e ferritina séricos) e SPI e a melhora clínica com a ferro-terapia. 


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A DESNUTRIÇÃO PODE MUDAR O MUNDO!


A DESNUTRIÇÃO PODE MUDAR O MUNDO!

Há pouco, comemoramos o aumento da expectativa média de vida do Brasil, passando da faixa dos 70 anos. Paralelamente ao aumento da expectativa de vida em muitos países do mundo, há uma grande preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS), pois, em muitas regiões do mundo a expectativa de vida está diminuindo em vez de aumentar, como em vários países africanos, vários países do leste europeu e em alguns estados nos Estados Unidos. A preocupação da OMS é de que a se a situação mundial não mudar em alguns anos, a expectativa de vida no mundo vai começar a diminuir em vez de aumentar.
Então, é verdade que a expectiva de vida pode começar a diminuir em alguns anos em vez de aumentar? Sim, se a situação atual no mundo não mudar!

POR QUE?

A expectativa de vida pode dependerde vários fatores, sendo a NUTRIÇÃO um dos fatores mais importantes.
O que pode diminuir a expectativa de vida
 

DESNUTRIÇÃO – FOME:

nos países em desenvolvimento, com alta mortalidade (principalmente os países africanos sub-saarianos): a fome, denutrição por má nutrição, é a primeira causa de mortalidade precoce (infantil), juntamente com doenças infecto-contagiosas como a SIDA eoutras infecções. Nestes países, a expectativa de vida vem dimimuindo em vez de aumentar.

DESNUTRIÇÃO – OBESIDADE:

nos países em desenvolvimento, com baixa mortalidade, e nos desenvolvidos, a obesidade (tanto 'do pobre', quanto 'do rico') vem aumentando de forma progressiva, e contribuindo para a redução ou não-aumento da expectativa de vida. Nestes países, o aumento da obesidade está relacionado ao aumento daingestão calórica, principalmente pelo aumento daparticipação de gorduras como componente energético da dieta. Nos Estados Unidos, há uma associação nítida entre o aumento da taxa de obesidade e a diminuição da expectativa de vida dos Estados unidos nos últimos anos.

'DESNUTRIÇÃO DO ESPÍRITO' – ESTRESSE EXCESSIVO:

nos países do leste europeu (ex-União Soviética), após o fim do comunismo e o desmembramento dos seus Estados, houve uma mudança sócio-econômica abrupta, com um aumento de desemprego de 'perda de sentido de vida' ('dedicar-se ao Estado') de uma boa parte da população. Desde o desmembramento dos estados, os países que compunham a ex-URSS vêm apresentando uma diminuição da expectativa média de vida, diretamente proporcional à taxa de desemprego dos países e dos estados. Os pesquisadores da demografiada Universidade de Moscou atribuem ao 'estresse secundário a mudança social brusca' como uma das grandes contribuintes desta diminuição da expectativa de vida naquela região do mundo. Uma das respostas que estes pesquisadores mais ouviram dos adultos jovens, em resposta à pergunta 'a que atribuem as suas preocupações?', foi 'a perda do sentido da vida'. A 'desnutrição do espírito', entendida aqui como o excesso de estresse, parece que pode realmente reduzir a expectativa de vida das pessoas.

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VARIZES E MICROVARIZES

VARIZES E MICROVARIZES


O QUE É?
Varizes, ou veias varicosas, são veias dilatadas, com volume aumentado, tornando-se tortuosas e alongadas com o decorrer do tempo.
Microvarizes, ou telangiectasias, são varizes intradérmicas, superficiais e, por esse motivo, adquirem uma coloração mais avermelhada ou arroxeada.
São mais comuns em mulheres do que em homens.
COMO SE DESENVOLVE?
As artérias levam o sangue do coração para as extremidades, e as veias têm a função de levar o sangue de volta ao coração, impulsionado, principalmente pela bomba muscular das panturrilhas. Dentro das veias existem pequenas válvulas que impedem o retorno venoso para as extremidades. Quando as válvulas não se fecham adequadamente, acontece esse retorno, a que se denomina refluxo. Quando acontece o refluxo, aumenta a quantidade de sangue dentro das veias, o que faz com que elas se dilatem.
Um dos principais fatores para o desenvolvimento das varizes é o hereditário ou familiar. O fator genético ocasiona uma diminuição da resistência das paredes das veias e insuficiência valvular.
Outro fator importante é o hormonal. Durante as gestações, há uma maior liberação de hormônios, o que pode ocasionar diminuição do tônus da parede venosa. No final da gestação, a compressão do útero grávido sobre veias do abdômen também pode desencadear varizes. Existem estudos comprovando a relação entre o número de gestações e o aparecimento de varizes. O uso prolongado de anticoncepcionais e outros tratamentos hormonais também são fatores agravantes.
A obesidade e o tipo de trabalho (pessoas que trabalham muitas horas em pé) favorecem o desenvolvimento de varizes.
O QUE SE SENTE?
Dor, cansaço e sensação de peso nas pernas são os sintomas mais frequüentes, mas podem ocorrer também, ardência, edema (inchaço), câimbras ,e dormência e áreas de pele inflamada com prurido (coceira)... São mais acentuados no final do dia, em dias de temperatura elevada.
COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO?
O diagnóstico é feito, basicamente, pelo exame físico.
O exame utilizado para avaliação de refluxo venoso, e como auxiliar do tratamento cirúrgico, é o Ecodoppler venoso (ecografia que avalia o fluxo venoso superficial e profundo).
COMO SE TRATA?
O tratamento das varizes pode ser conservador, em alguns casos, e consiste no uso de meias elásticas e utilização de medicamentos que melhoram o fluxo venoso. Entretanto, a cirurgia de varizes, sem dúvida, é sempre o tratamento ideal para se evitar as complicações próprias da evolução da doença, tais como, edema (inchaço), dermatites, pigmentações e endurecimento da pele, úlceras varicosas e tromboflebites (inflamação da parede da veia com formação de coágulo).
A cirurgia de varizes geralmente é feita sem internação hospitalar e tem um ótimo resultado estético e a cirurgia com laser é outro método que pode ser utilizado
O tratamento mais utilizado para microvarizes, ou telangiectasias, é a escleroterapia, através de injeções de medicamentos. A escleroterapia com espuma é outra opção mas ainda necessita estudos mais aprofundados.
Outra opção é a utilização do Laser. Todavia, o método tem limitações por ser dispendioso, devido ao alto custo dos aparelhos, e porque pode ocasionar manchas hipocrômicas (brancas) na pele.
COMO SE PREVINE?
Praticar exercícios físicos, evitando sempre o uso demasiado de peso nas pernas durante os mesmos. Usar meias elásticas, principalmente durante a gestação, ou em atividades em que se permaneça muitas horas em pé, além de manter um peso corporal adequado.

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ÚLCERA DE PERNA


ÚLCERA DE PERNA

O QUE É?

As úlceras ou feridas das extremidades inferiores são conseqüência de doenças venosas, arteriais ou neurovasculares, tais como varizes, trombose venosa, aterosclerose, diabetes e hipertensão arterial entre outras.
Localizam-se, na maior parte dos casos, nos tornozelos ou terço inferior das pernas e pés.
A insuficiência venosa crônica é a principal causa do desenvolvimento de úlceras de perna. Ocorre após uma trombose venosa profunda, flebite ou varizes de membros inferiores de longa duração. Abordaremos somente as úlceras de perna decorrentes de insuficiência venosa crônica pela sua alta incidência e por sua importância sócio-econômica já que é responsável por abstenções no trabalho com muita freqüência.
A hipertensão venosa prolongada ocasiona alterações na pele, do tipo: edema (inchaço), hiperpigmentação ou dermatite ocre (manchas escuras), dermatoesclerose ( enrijecimento e perda de elasticidade da pele) e úlceras de estase.
A úlcera de perna se desenvolve porque a hipertensão venosa continuada, principalmente na posição ortostática, ou seja, paciente em pé, ocasiona uma isquemia ou deficiência de circulação do tecido gorduroso e da pele.

O QUE SE SENTE?

Os sintomas do paciente com úlcera de perna por insuficiência venosa crônica são: 

dor,

cansaço,

sensação de peso nos membros inferiores,

edema,

prurido (coceira) nas áreas onde há inflamação da pele.
A úlcera costuma ser pouco dolorosa. A dor se manifesta nos casos onde há infecção associada, ou em pacientes hipertensos sem o controle adequado da pressão arterial.

COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico de insuficiência venosa crônica é feito, na grande maioria dos casos, por exame clínico, mas, algumas vezes, é necessário um estudo mais detalhado da circulação venosa através de exames como Flebografia ou Ecodoppler venoso (ecografia que avalia o fluxo venoso superficial e profundo).

COMO SE TRATA?

O tratamento consiste em medidas gerais para diminuir a hipertensão venosa e o tratamento da úlcera.
As medidas gerais visando uma melhora do retorno venoso incluem: 

evitar permanecer muitas horas em pé ou sentado durante o dia,

evitar o uso de sapatos altos

evitar o sobrepeso ou a obesidade

evitar exercícios com pesos.

Praticar exercícios físicos como caminhada, natação e ciclismo sem cometer excessos
O tratamento da úlcera propriamente dita consiste em limpeza, uso de antibióticos se houver infecção, e a elasto-compressão com meias elásticas ou ataduras para evitar o edema, que impede a cicatrização O repouso, alternado com caminhadas usando contenção elástica, auxilia muito na cicatrização da úlcera.
É necessário tratar também, quando presente, o prurido (coceira) e as alterações de pele causadas pela insuficiência venosa crônica com pomadas ou cremes com corticóide.
Existem inúmeros curativos desenvolvidos por laborat’rios farmacêuticos como bandagens baseadas no principio da Bota de Unna, já com medicamentos, necessitando apenas umedecimento com água antes de ser aplicadas. Curativos adesivos de vários tipos com medicamentos também podem ser utilizados.
Após a cicatrização da úlcera, indica-se correção cirúrgica das varizes se esta for a causa da hipertensão venosa.
Em alguns casos indica-se o uso constante de meias elásticas, colocadas pela manhã, antes de levantar, e retiradas à noite.

COMO SE PREVINE?

Tratando-se adequadamente as varizes e a trombose venosa.
Observar, também, os itens relacionados no tratamento como medidas gerais. 

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TROMBOSE VENOSA PROFUNDA


TROMBOSE VENOSA PROFUNDA

Sinônimos e nomes populares:
Trombose, flebite, tromboflebite, flebotrombose e doença tromboembólica.

O QUE É?

A trombose venosa profunda (TVP) é o desenvolvimento de um trombo (coágulo de sangue) dentro de um vaso sangüíneo venoso com conseqüente reação inflamatória do vaso, podendo, esse trombo, determinar obstrução venosa total ou parcial.
A TVP é relativamente comum (50 casos/100.000 habitantes) e é responsável por seqüelas de insuficiência venosa crônica: dor nas pernas, edema (inchaço) e úlceras de estase (feridas). Além disso, a TVP é também responsável por outra doença mais grave: a embolia pulmonar.

COMO SE DESENVOLVE?

O desenvolvimento da TVP é complexo, podendo estar relacionado a um ou mais dos três fatores abaixo:
 

Estase venosa:
situações em que há diminuição da velocidade da circulação do sangue. Por exemplo: pessoas acamadas, cirurgias prolongadas, posição sentada por muito tempo (viagens longas em espaços reduzidos - avião, ônibus).

Lesão do vaso:
o vaso sangüíneo normal possui paredes internas lisas por onde o sangue passa sem coagular (como uma mangueira por onde flui a água). Lesões, rupturas na parede interna do vaso propiciam a formação de trombos, como, por exemplo, em traumas, infecções, medicações endovenosas.

Hipercoagulabilidade:
situações em que o sangue fica mais suscetível à formação de coágulos espontâneos, como por exemplo, tumores, gravidez, uso de anticoncepcionais, diabete, doenças do sangue.
Embora possa acometer vasos de qualquer segmento do organismo, a TVP acomete principalmente as extremidades inferiores (coxas e pernas).
Algumas pessoas estão sob maior risco de desenvolver TVP quais sejam: história de TVP anterior ou embolia pulmonar, varizes, paralisia, anestesias gerais prolongadas, cirurgias ortopédicas, fraturas, obesidade, quimioterapia, imobilização prolongada (síndrome da classe econômica), uso de anticoncepcionais, gravidez, queimaduras, entre outros.

O QUE SE SENTE?

Os sintomas da TVP variam muito, desde clinicamente assintomático (cerca de 50% dos casos de TVP passam desapercebidos) até sinais e sintomas clássicos como aumento da temperatura local, edema (inchaço), dor, empastamento (rigidez da musculatura da panturrilha).

COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?

Quando a TVP se apresenta com sinais e sintomas clássicos é facilmente diagnosticada clinicamente. Na maioria das vezes isso não acontece e são necessários exames complementares específicos, tais como: flebografia, ecodoppler a cores e ressonância nuclear magnética.

COMO SE TRATA?

No tratamento da TVP visa-se prevenir a ocorrência de embolia pulmonar fatal, evitar a recorrência, minimizar o risco de complicações e seqüelas crônicas. Utilizam-se medicações anticoagulantes (que diminuem a chance do sangue coagular) em doses altas e injetáveis.

COMO SE PREVINE?

O fato de a TVP ocorrer em pacientes hospitalizados que ficam muito tempo acamados ou em cirurgias grandes faz com que a prevenção seja necessária. Portanto, nestes casos, utilizam-se medicações anticoagulantes em baixas doses para prevenir a TVP.
Já para pessoas em geral o simples fato de caminhar já é uma forma de prevenção. Ficar muito tempo parado, sentado propicia o aparecimento de TVP. Portanto, sempre que possível, não ficar muito tempo com as pernas na mesma posição. Para os que já tem insuficiência venosa e, por conseguinte, maior risco de trombose, o uso de meias elásticas é recomendado. 

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TROMBOFLEBITE SUPERFICIAL


TROMBOFLEBITE SUPERFICIAL

O QUE É?

Tromboflebite é uma doença bastante comum, e se caracteriza por uma trombose (sangue coagulado) dentro de veia superficial, com reação inflamatória da parede venosa e dos tecidos vizinhos.
Ocorre mais em mulheres do que em homens e em portadores de varizes de membros inferiores.

COMO SE DESENVOLVE?

A tromboflebite pode ocorrer sem nenhuma causa aparente, mas na maioria das vezes se instala após agressão química, por injeções intravenosas, ou mecânica, por traumatismo de veia, principalmente veia varicosa (varicotromboflebite).
Veias varicosas também podem desenvolver tromboflebite após cirurgias e após parto.
Em alguns tipos de câncer, há uma alteração da coagulação sanguínea, e a tromboflebite pode ser o primeiro sinal da sua presença.
O quadro clínico dura de uma a três semanas. As complicações são raras, como trombose venosa e embolia pulmonar, mas muito graves.

O QUE SE SENTE?

Dor de intensidade variável, geralmente localizada, mas que, em alguns casos, limita as atividades do paciente.
Pele avermelhada ou arroxeada com aumento de temperatura no local e endurecimento de trajeto venoso.
Edema (inchaço), na maioria das vezes, é somente local mas, às vezes, aparece de modo discreto na extremidade do membro atingido.

COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico é feito, basicamente, pelo exame físico e história do paciente. Geralmente, há história de injeção intravenosa ou de paciente portador de varizes de membros inferiores.
O Ecodoppler (ecografia que avalia o fluxo sanguíneo do vaso) confirma a ausência de fluxo nessa veia e auxilia no diagnóstico de trombose venosa profunda associada.
Pacientes que apresentam tromboflebite superficial devem ser investigados com exames laboratoriais específicos que avaliam a coagulação sanguínea, principalmente aqueles que apresentam tromboflebite superficial de repetição (dois ou mais episódios). Investigar também fatores hereditários para trombose venosa.

COMO SE TRATA?

O tratamento depende da extensão de veia afetada e da intensidade dos sintomas. Geralmente, utiliza-se tratamento clínico com analgésicos , antiinflamatórios e calor local, com compressas úmidas mornas em tromboflebites localizadas, pouco extensas.
Anticoagulantes são usados somente em casos de tromboflebites superficiais extensas, com evolução para trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
O tratamento cirúrgico, às vezes, se faz necessário para remoção de trajeto venoso ou do trombo (coágulo), em casos de dor importante e persistente e em tromboflebite de safenas, quando há risco de trombose venosa profunda.
Antibióticos não estão indicados, a não ser que se comprove realmente uma infecção como em tromboflebites supurativas, causadas por uso de cateter intravenoso.

COMO SE PREVINE?

A prevenção é o tratamento mais adequado em pacientes portadores de varizes. 

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